Para Fernando Oliveira e Costa cantar aos olhos da sua Susaninha, como se fosse aos olhos de toda a gente. Fernando, medita sobretudo no título. Esta expressão nunca foi dita. Medita, medita e verás tudo!…

Teus olhos não têm cor
ou se têm, não importa…
Teus olhos têm o amor
que alivia a minha dor
com a luz que me conforta.

Quando de olhos fechados
prendo os teus no meu olhar,
teus olhos são os dois fados,
dois poemas versejados,
que mais gosto de cantar.

Se algo muito parecido
me atrai a confundir,
teus olhos no meu sentido
em sinal proíbido
não me deixam iludir.

Teus olhos… todos olhos
nos meus olhos e nos teus,
são cruz de amor aos molhos
entre prazeres ou abrolhos
por fado aos olhos de Deus.

Porto, 22h30 – 27 de Julho de 2017
António Torre da Guia